Frank Beard, baterista do ZZ Top e parte essencial da identidade sonora da banda por mais de cinco décadas, morreu aos 77 anos. A notícia foi confirmada nesta terça-feira, 18 de agosto. Segundo informações divulgadas por representantes do grupo, Beard estava em cuidados paliativos em seu rancho em Richmond, no Texas, cercado pela família.

A causa da morte não foi divulgada. Nos últimos meses, problemas de saúde já haviam afastado o músico de algumas apresentações. Mesmo longe do palco em parte da turnê recente, Beard continuava ligado à banda que ajudou a construir desde o fim dos anos 1960.

Ao lado de Billy Gibbons e Dusty Hill, Frank Beard formou uma das estruturas mais estáveis da história do rock. O trio consolidou uma assinatura própria ao misturar blues texano, boogie e rock pesado, atravessando diferentes décadas sem perder a ligação com suas raízes. Beard estava presente em discos fundamentais como Tres Hombres, Fandango! e Eliminator, além de gravações que deram ao ZZ Top alcance mundial.

O jeito de tocar de Frank Beard raramente precisava ocupar o centro da música. Seu trabalho estava na sustentação: o balanço, o peso e o tempo exato que permitiam à guitarra de Gibbons e ao baixo de Hill respirarem. Faixas como “La Grange”, “Tush”, “Gimme All Your Lovin’”, “Sharp Dressed Man” e “Legs” carregam esse pulso.

Em uma homenagem divulgada após a confirmação da morte, Billy Gibbons destacou Beard como um amigo, colaborador e um baterista naturalmente inovador, lembrando que seu backbeat foi uma das bases do som do ZZ Top. A banda também informou que pretende seguir em atividade, respeitando um desejo do próprio músico.

Frank Beard integrou o ZZ Top por cerca de 56 anos. A formação clássica com Gibbons e Dusty Hill permaneceu junta por mais de meio século, até a morte de Hill em 2021. Em 2004, os três foram incluídos no Rock and Roll Hall of Fame.

Para quem acompanhou o ZZ Top por décadas, a despedida tem um peso particular. Frank Beard era o homem sentado atrás da bateria enquanto a imagem, os riffs e o humor da banda corriam pela frente do palco. Ficou ali durante praticamente toda a história do grupo, mantendo a música andando. É uma ausência que será sentida muito além do Texas.

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