São Paulo recebe, a partir desta quarta-feira, 12 de agosto, a primeira edição do São Paulo Independent Music Festival, o SPIM 2026. Até domingo, 16 de agosto, a programação espalha 21 atrações por dez casas de show da cidade e propõe um circuito para quem acompanha a produção independente de perto.
A lógica do festival é simples e interessante: em vez de concentrar tudo em um único endereço, o SPIM transforma a própria cidade em palco. Cine Joia, Hangar 110, Casa Rockambole, La Iglesia, Porta, Fenda 315, Bar Alto, FFFront, Algo Hits e Casa Natura estão entre os espaços que recebem os shows.
Uma programação que cruza cenas
O line-up passa por diferentes áreas da música independente. Entre os nomes anunciados estão Sugar Kane, Menores Atos, Garage Fuzz, Jovens Ateus, Julieta Social, Bad Luv, Molho Negro, Ludovic, Boogarins e Garotas Suecas. Para o público da SICK, a presença de Sugar Kane, Garage Fuzz, Jovens Ateus e Menores Atos dá ao festival uma conexão direta com o hardcore, o punk e as guitarras alternativas que seguem movimentando os pequenos e médios palcos.
Os ingressos individuais partem de R$ 40, enquanto o passaporte dá acesso às dez casas durante as cinco noites. Também existe a modalidade meia-social, mediante a entrega de 1 kg de alimento.
Debate sobre o que mantém a cena de pé
Nos dias 15 e 16, a programação migra para a Casa Rockambole, onde acontecem dez painéis gratuitos sobre carreira, público, mercado e o cotidiano de quem trabalha com música independente. Segundo a organização, cerca de 40 artistas e profissionais participam das conversas.
Esse segundo eixo pode ser tão importante quanto os shows. A cena costuma ser discutida a partir dos palcos, mas depende de uma rede de produtores, casas, jornalistas, selos, técnicos e artistas que raramente aparecem no centro da conversa. O SPIM abre espaço para esse bastidor.
O festival é realizado pela 5511 Entretenimento, com apoio da UBC, ABMI e Tratore. A conferência tem entrada gratuita, sujeita à lotação.